Associação dos Amigos do Paredão

Apresentação

A Associação dos Amigos do Paredão representa um conjunto, já significativo, de pessoas que gostam, realmente, do Paredão.

Pessoas que, no lazer, o escolheram como lugar primeiro.

Que o elegeram para passear ou correr, meditar ou contemplar.

Ou simplesmente para estar. Sem adjectivos.

Em puro equilíbrio com o mar, com as  ondas,  com   o  murmúrio  de  um horizonte sempre em subtil mutação. Pessoas que mantêm uma especial relação com o mar. E que se reconhecem na beleza da silhueta que se desenha no enorme horizonte que vai do Tejo ao Cabo Espichel, ao infinito do Oceano.

Pessoas que, quando ausentes, sentem nostalgia.

Do lado de lá, da Caparica, alguns dizem que nos vêem do lado de cá, do Paredão, em perpétuo movimento, quase como se fosse uma nossa obsessão caminhar sem aparente sentido e como se o movimento fosse um fim em si.

Ou seja, quando os afectos são mais fortes e já capazes de navegar projectando-se mais para o lado de lá do horizonte. Nos imaginam caminhando em pensamento, no Paredão, como se estivéssemos a exibir uma história de afectos pessoais.

É verdade.

Muitas conversas imaginárias decorrem através do fio marítimo que liga o Paredão ao Mundo, como se quem o frequenta fosse dotado de um congénito sentimento cosmopolita. Ou, quem sabe?, se quem o frequenta já fosse portador acidental desse sentimento por força de densa e complexa história pessoal.

E como se entre o outro lado, a parte sul do continente americano, e as costas do Paredão, todo esse velho continente carregado de História, ficasse um fio subtil de mundo só visível nas silhuetas de transeuntes fugidios, mas insistentes nessa história variável de uma pequena língua de terra em permanente animação.

Que o digam os reis que por cá viveram e que neste pedaço de mar repousaram as angústias que a implacável história lhes foi destinando.

O Paredão não é, por isso, só um sítio.

É algo mais.

É um cruzamento de histórias ainda por contar.

Que queremos desvelar. Como se desvela a verdade.

Com a poesia que o lugar e os seus amantes merecem.

 

O Amigo João de Almeida Santos (sócio fundador)

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